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Intel financia pesquisas em segurança de chip-computador

Segurança em tecnologia SoC
O AMD Geode é um pequeno computador - e não apenas o processador - dentro de um chip. [Imagem: Wikipedia/Kozuch]

Computadores em um chip

Em busca de soluções inovadoras para aumentar a segurança de dispositivos do tipo SoC (system-on-a-chip), a Intel e a FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) vão receber propostas de pesquisas no âmbito do acordo de cooperação existente entre as duas instituições.

Os dispositivos SoC são como pequenos computadores completos integrados em um único chip.

Eles já estão presentes em áreas como comunicação móvel, jogos, vídeos, segurança e até mesmo em medicina - são usados, por exemplo, para monitorar parâmetros como batimento cardíaco e glicemia.

"Também os carros já estão repletos de chips que controlam o sistema elétrico, o funcionamento do motor, o sistema de entretenimento, as travas e o ar condicionado. Os prédios modernos contam com sensores inteligentes, capazes de ligar e desligar sistemas quando necessário de forma a poupar energia", disse David Ott.

"O uso desses chips, no ambiente que chamamos de Internet das Coisas, está crescendo rapidamente. No futuro, pessoas, prédios e meios de transporte estarão repletos de sistemas que ajudarão a controlar as coisas e torná-las mais inteligentes", afirmou.

Segurança em tecnologia SoC

Os projetos a serem submetidos deverão apresentar abordagens inovadoras para aumentar a segurança dos dispositivos SoC contra os chamados ataques por canais colaterais (side-channel attack), que exploram os aspectos físicos de um sistema - como o consumo de energia do chip ou uso da rede sem fios - para decifrar senhas e ganhar acesso indevido aos dispositivos.

"Do lado de fora desses dispositivos há algumas características observáveis. É possível identificar o padrão das comunicações wireless ou do uso da bateria. Também é possível medir o campo magnético ao redor do chip e observar como ele varia. Essas informações de canais colaterais podem ajudar a pessoa que está cometendo o ataque a entender como o sistema opera. Nós estamos em busca de contramedidas que tornem esse ataque mais difícil ou virtualmente impossível", disse Ott.

"Há diversas informações que podem ser observadas pelos canais colaterais e a proposta deve mostrar um bom entendimento da informação estudada. Além disso, ela deve propor uma contramedida inovadora, algo que nunca tenha sido estudado e que represente uma abordagem nova e interessante para o problema", disse Ott.

"Também precisa ser uma solução prática. Não deve, por exemplo, ter um grande impacto sobre o uso de energia, memória ou processamento do sistema. Por último, não pode ser uma solução muito específica e, sim, ser passível de atender uma gama ampla de dispositivos futuros da Intel", disse Ott.

As propostas poderão ser enviadas até o fim de agosto por pesquisadores vinculados a instituições de ensino superior e de pesquisa no Estado de São Paulo, públicas ou privadas.

Serão contemplados projetos com até dois anos de duração. O total de recursos disponível para os projetos selecionados é de até US$ 200 mil.





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