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Nanotecnologia

Onde foi parar minha caneta? Pergunte ao sensor

Redação do Site Inovação Tecnológica - 16/03/2010

Sensores sem fios rastreiam pequenos objetos e monitoram meio ambiente
Os sensores, batizados de FLECK Nano, são capazes de coletar e registrar condições ambientais de forma totalmente independente.
[Imagem: CSIRO]

Sensores ultra miniaturizados, desenvolvidos no instituto de pesquisas CSIRO, na Austrália, prometem dar respostas instantâneas a perguntas que se ouvem frequentemente nos escritórios e outros locais de trabalho: "Onde está minha caneta?" ou, "Quem pegou meu grampeador?"

Os sensores, batizados de FLECK Nano, são capazes de coletar e registrar condições ambientais de forma totalmente independente e, em seguida, cooperar uns com os outros por meio de conexões via rádio para enviar seus dados para um ponto central de coleta.

Computação ubíqua

Embora os sensores já estejam bastante avançados para a coleta de dados ambientais, Blake Newman e seu colega David Kooymans resolveram adaptá-los para funcionar em ambientes fechados, dentro do conceito de computação ubíqua, ou onipresente, quando os computadores estarão espalhados por toda parte.

Isso significa não apenas a possibilidade do monitoramento de dados como temperatura e gasto de energia no interior de residências e escritórios, como também o rastreamento e a localização imediata de pequenos objetos - como canetas ou grampeadores.

"A ideia da computação ubíqua tem sido difundida já há algum tempo, mas ela ainda não está disponível para os itens do cotidiano de um escritório," Phil Valencia, pesquisador do CSIRO que coordenou o trabalho de miniaturização dos sensores.

Sensores sem baterias

No estágio atual, os sensores funcionam com células solares - a luz normal de um escritório é mais do que suficiente. Mas os pesquisadores planejam ir além.

"Você não vai querer ficar trocando a bateria do sensor de uma caneta, por isso estamos projetando um circuito capaz de capturar energia de uma grande variedade de fontes," diz Valencia.

Outro desenvolvimento é a diminuição da potência necessária para cada sensor, o que garantirá que cada unidade possa transmitir seus dados com um intervalo de tempo suficiente para tornar as informações práticas. Afinal, de nada adiantará saber em qual mesa sua caneta estava há uma hora atrás se ela provavelmente já foi levada de lá.

Mas, para ser útil para o monitoramento de canetas, o trabalho deverá continuar. Por enquanto, os sensores Fleck Nano ainda têm o tamanho de uma moeda, sendo mais adequados para o rastreamento de objetos maiores, assim como para o monitoramento de pessoas dentro de edifícios.






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