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Sonda inicia viagem de sete anos para coletar amostra de asteroide

Sonda inicia viagem de sete anos para coletar amostra de asteroide
Bennu faz parte de lista de mais de 1.700 asteroides que poderiam um dia se chocar com a Terra.[Imagem: NASA]

Riscos de colisão

A NASA lançou nesta sexta-feira uma sonda espacial que tentará obter amostras de um asteroide de 500 metros de comprimento, chamado Bennu.

O corpo celeste faz parte de uma lista de 1.730 asteroides que astrônomos acreditam ter a possibilidade de um dia se chocarem com a Terra. De acordo com cálculos da Nasa, há uma chance em 2,5 mil que Bennu se choque com a Terra no século 22, por volta do ano 2135.

A expectativa é que a sonda Osiris-Rex, que decolou da base de Cabo Canaveral, colete material suficiente para melhorar nosso conhecimento sobre objetos espaciais potencialmente perigosos no Sistema Solar.

Se bem-sucedida, a missão terá duração de sete anos e a Osíris-Rex cairá de paraquedas no deserto do Estado de Utah em 24 de setembro de 2023.

Esta não é a primeira missão desse tipo: Em 2010, uma sonda japonesa trouxe de volta à Terra amostras de poeira do asteroide Itokawa. Mas a NASA espera trazer uma quantidade consideravelmente maior de material - algumas centenas de gramas.

Para isso, a agência desenvolveu um sistema de coleta na forma de um braço eletrônico com uma "panela" na extremidade. Um sopro de gás deverá levantar fragmentos da superfície do asteroide, que serão coletados e armazenados em uma câmara de contenção.

Efeito Yarkovsky

A sonda passará pelo menos dois anos e meio ao redor do asteroide. E uma de suas missões será medir com precisão o efeito Yarkovsky, teoria que explica como um asteroide altera sua trajetória quando sua superfície é aquecida pelo Sol.

A teoria diz que o asteroide aquecido pela luz solar aumenta de temperatura e emite radiação térmica em diferentes sentidos durante seu movimento de rotação.

"O asteroide tem que irradiar essa energia de volta para o espaço. Quando isso acontece, há uma mudança em sua trajetória", explica Dante Lauretta, pesquisador da missão. "Se você quiser prever a órbita de um objeto como Bennu, essa informação precisa ser levada em conta".

O efeito é pequeno, mas ao longo de séculos pode fazer a diferença entre um asteroide de risco atingindo a Terra ou não.

Sonda inicia viagem de sete anos para coletar amostra de asteroide
A ideia é que o braço eletrônico colete centenas de gramas de material da superfície do asteroide Bennu. [Imagem: NASA]

Panela espacial

A teoria mais aceita estabelece que asteroides são "sobras" da formação do Sistema Solar, e os cientistas acreditam que eles contenham pistas sobre os eventos que resultaram na formação do Sol e dos planetas.

"Asteroides como Bennu têm materiais datando de mais de 4,5 bilhões de anos atrás. Estamos falando da época da própria formação de nosso Sistema Solar," disse Christina Richey, uma das principais cientistas da missão Osíris-Rex. "E esses materiais podem conter moléculas orgânicas que seriam as precursoras da vida na Terra ou no Sistema Solar".

Observações feitas por telescópios sugerem que Bennu é rico em compostos de carbono.





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