Energia

Tanque de combustível para fusão nuclear passa nos testes

Tanque de combustível da fusão nuclear passa nos testes
Este é o cilindro metálico que será implodido para tentar iniciar a fusão nuclear.[Imagem: LLNL]

Energia das estrelas

Existem vários projetos tentando alcançar a fusão nuclear, a energia das estrelas, que supriria para sempre as demandas humanas por eletricidade.

Há pelo menos três projetos gigantescos: o ainda incerto ITER (Reator Termonuclear Experimental Internacional) e o HIPER (Pesquisa de Energia Laser de Alta Potência), na Europa, e o NIF (National Ignition Facility), nos Estados Unidos.

Mas há também projetos menores, correndo por fora na busca pelo desenvolvimento de uma tecnologia que muitos questionam se já existiria toda a ciência pronta para embasá-la.

O fato é que a última boa surpresa na área veio de um desses participantes mais modestos, do experimento MagLIF (Magnetized Liner Inertial Fusion), localizado nos laboratórios Sandia, nos Estados Unidos - embora "modesto" seja um termo não muito adequado para experimentos que tentam criar a fusão nuclear.

O MagLIF usará um laser para pré-aquecer o combustível magnetizado, e depois tentará obter a fusão nuclear implodindo o cilindro metálico contendo o combustível com um pulso de energia.

A implosão desse tanque de combustível vai gerar uma compressão que deverá fundir os núcleos de deutério e o trício em seu interior - essa será a fusão nuclear.

Tanque de combustível da fusão nuclear passa nos testes
Esta é a incrível Máquina Z, cuja energia será usada para implodir a cápsula com o combustível e dar a arrancada na fusão nuclear. [Imagem: LLNL]

Disparo da fusão nuclear

O grande desafio no momento é atingir o chamado "ponto de equilíbrio", um estágio fundamental no qual o processo passa a produzir mais energia do que a energia necessária para acionar a fusão nuclear.

Os pesquisadores do MagLIF completaram o primeiro de três passos considerados essenciais para isso.

Eles construíram o cilindro - o "liner" no nome do experimento - que irá acondicionar o combustível da fusão nuclear, e verificaram experimentalmente que ele funciona exatamente como previsto, não se deformando e mantendo a temperatura necessária para que a fusão se inicie.

Os testes do demais componentes do sistema - o pré-aquecimento do combustível com um laser e a criação do "escudo magnético" que envolverá todo o conjunto - continuarão ao longo deste ano, e a equipe planeja dar o primeiro disparo real para a fusão nuclear em 2013.

Para conhecer todos os participantes nessa corrida pela fusão nuclear, veja a reportagem:

Bibliografia:

Penetrating radiography of imploding and stagnating beryllium liners on the Z accelerator
R. D. McBride, S. A. Slutz, C. A. Jennings, D. B. Sinars, M. E. Cuneo, M. C. Herrmann, R. W. Lemke, M. R. Martin, R. A. Vesey, K. J. Peterson, A. B. Sefkow, C. Nakhleh, B. E. Blue, K. Killebrew, D. Schroen, T. J. Rogers, A. Laspe, M. R. Lopez, I. C. Smith, B. W. Atherton, M. Savage, W. A. Stygar, J. L. Porter
Physical Review Letters
Vol.: Accepted Paper




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