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Robótica

Mão robótica é controlada apenas pelo pensamento. E sem eletrodos.

Will Knight - NewScientist.com - 31/05/2006

Mão robótica é controlada apenas pelo pensamento. E sem eletrodos.

Pesquisadores japoneses demonstraram uma mão robótica controlada unicamente pelo poder do pensamento.

A mão robótica imita os movimentos da mão real de uma pessoa, a partir de sua atividade cerebral, captada em um exame de ressonância magnética funcional (fMRI) em tempo real. A experiência estabelece mais um marco no avanço rumo a próteses e computadores que poderão ser operados apenas pelo pensamento.

O sistema foi desenvolvido por Yukiyasu Kamitani e seus colegas do Laboratório de Neurociência Computacional, em Quioto, Japão, trabalhando em colaboração com cientistas do Instituto de Pesquisas da Honda.

O voluntário se deita no interior do equipamento de ressonância magnética (fMRI) e faz, com sua mão direita, formatos de "papel, pedra e tesoura", usados no tradicional jogo japonês "jan-ken-pou". O equipamento grava a atividade cerebral durante a formação de cada gesto e envia os dados para um computador. Após um pequeno período de treinamento, o computador é capaz de reconhecer a atividade cerebral associada com cada gesto e comanda a mão robótica para que faça o mesmo.

Campo magnético

Um equipamento de MRI funcional captura a atividade no interior do cérebro monitorando o fluxo sanguíneo para diferentes regiões. Ele usa um poderoso campo magnético, combinado com pulsos de radiofreqüência, para avaliar o estado magnético de átomos de hidrogênio nas moléculas de água no interior do tecido corporal.

Um método alternativo e mais portátil é medir a atividade elétrica no interior do cérebro utilizando eletrodos, seja implantados no tecido cerebral, seja grudados na cabeça. Pesquisadores já utilizaram implantes cerebrais para permitir que macacos controlassem remotamente braços robóticos.

Eletrodos conectados ao crânio de uma pessoa também podem ser utilizados para controlar o movimento de um cursor na tela de um computador. Klaus- Robert Mueller, do Instituto Fraunhofer, Alemanha, desenvolveu um sistema assim. Ele diz que a técnica por fMRI é incômoda e cara, mas pode ajudar os cientistas a entender melhor como o cérebro funciona, porque ela oferece alta resolução.

Lendo intenções

"De um ponto de vista prático, a tecnologia é muito cara e lenta," ele disse à New Scientist. "Mas é muito interessante que você possa fazer algo tão complicado."

Kamitani e seus colega já haviam demonstrado que o escaneamento por fMRI pode ser utilizado para distinguir entre imagens simples, que tenham sido visualizadas e sobre a qual o "paciente" tenha pensado.

Um dia, acredita Kamitani, a mão robótica poderá ser construída para responder mais rapidamente do que a mão real do usuário. "O próximo passo para mim é decodificar mais rapidamente, mesmo antes que a pessoa mova sua mão, fazendo a leitura da atividade cerebral relacionada com sua intenção," disse ele.

Mas ele admite que a tecnologia de escaneamento fMRI deve ser dramaticamente melhorada para que isto possa ser possível e antes que o sistema possa ser utilizado de forma prática. "Nós necessitaremos de vários avanços nas tecnologias associadas, incluindo o equipamento para escaneamento cerebral, antes que esse tipo de sistema não-invasivo possa ser usado na vida diária," disse ele.






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