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Foguete ejetará motores, pegos no ar por helicóptero

Redação do Site Inovação Tecnológica - 17/04/2015

Foguete Vulcan ejetará motores que descerão de pára-quedas

[Imagem: ULA/Divulgação]

Vulcan

A empresa responsável pelos lançamentos das missões da NASA apresentou detalhes de seu novo foguete, que deverá ser lançado em 2019.

O foguete foi batizado de Vulcan (Vulcano) em uma votação popular -Vulcano é o planeta do personagem Spock, da série Jornada nas Estrelas.

A empresa ULA (United Launch Alliance), uma sociedade entre a Boeing e a Lockheed Martin, elaborou o projeto em resposta a uma ordem do Congresso norte-americano, que estabeleceu que missões estratégicas do país não poderiam depender de motores russos.

Os atuais foguetes da empresa, incluindo o Delta VI, o mais potente foguete atualmente em operação, usam motores RD-180, fabricados pela Rússia. O Vulcan poderá usar motores fabricados pela Aerojet Rocketdyne, que fabricou os motores para os ônibus espaciais, ou pela Blue Origin, que também possui um projeto de uma nave de pouso vertical.

Premida pela concorrência de outras empresas, como a SpaceX, a ULA aderiu à reutilização dos foguetes. Se tudo funcionar como previsto, um lançamento do Vulcan deverá custar cerca de US$100 milhões, contra os US$400 milhões do Delta VI.

Recuperação de motores

A grande novidade do projeto é a técnica de reutilização de componentes. Em vez de tentar pousar o foguete inteiro, usando seus próprios motores, como a SpaceX está tentando fazer com o Falcon 9, a ideia é recuperar apenas os motores.

Depois de colocar o foguete em órbita, os motores serão ejetados do foguete e reentrarão na atmosfera envoltos em um colchão inflável, que deverá protegê-los do calor.

Já na atmosfera, pára-quedas diminuirão a velocidade dos motores e estabilizarão sua descida, quando então eles serão "pescados" ainda no ar por um gancho a bordo de um helicóptero. Depois de presos, o helicóptero se encarregará de colocar os motores suavemente no chão.

A NASA tentou usar essa técnica em 2004, para capturar a sonda espacial Genesis, que coletou partículas do vento solar, mas uma falha nos pára-quedas fez com que a sonda se espatifasse no chão.







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