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Informática

Interface permite sentir paredes e objetos sólidos na realidade virtual

Redação do Site Inovação Tecnológica - 05/05/2020

Interface háptica para realidade virtual
Em vez de motores, Cathy Fang usou retratores de mola, semelhantes aos vistos em chaveiros e crachás de identificação.
[Imagem: Universidade Carnegie Mellon]

Interface háptica

O protótipo é bem típico das tecnologias emergentes, ainda complicado e pouco prático.

Mas o conceito criado por Cathy Fang e colegas da Universidade Carnegie Mellon, nos EUA, tem potencial para dar um novo impulso aos sistemas de realidade virtual.

Trata-se de uma interface háptica que permite que o usuário dos ambientes imersivos sinta os objetos virtuais. E sinta com uma qualidade muito superior aos mecanismos vibratórios dos controles atuais.

A interface é composta por vários cordões presos à mão e aos dedos para simular a sensação de obstáculos e objetos. Ao bloquear os cabos quando a mão do usuário está perto de uma parede virtual, por exemplo, o dispositivo simula a sensação de tocar na parede.

Da mesma forma, o mecanismo permite que as pessoas sintam os contornos de uma escultura virtual, sintam resistência quando pressionam uma peça de mobiliário ou até dão um "toca aqui" para um personagem virtual.

"Achei que a experiência cria surpresas, como quando você interage com um corrimão e pode envolvê-lo com a mão," disse Fang. "Também é divertido explorar a sensação de objetos irregulares, como uma estátua."

Molas e travas

Outros pesquisadores já haviam usado cabos para criar feedback háptico em mundos virtuais anteriormente, mas os motores usados para controlar os cabos resultaram em aparatos pesados e dependentes de grandes baterias.

Em vez de motores, Fang usou retratores de mola, semelhantes aos vistos em chaveiros e crachás de identificação, ligados a um mecanismo de catraca que pode ser rapidamente travado por um controle acionado eletricamente. As molas mantêm as cordas esticadas e um mínimo de energia elétrica é suficiente para engatar a trava, o que resultou no uso de uma bateria pequena.

A equipe experimentou vários cabos e cordões e diferentes posicionamentos, concluindo que a fixação de um cabo em cada ponta de dedo, um na palma e outro no pulso, proporcionou a melhor experiência.

Apesar de parecer desajeitado, o protótipo pesa apenas 280 gramas, e Fang calcula que ele poderia seria fabricado em larga escala por menos de US$50.

Bibliografia:

Artigo: Wireality: Enabling Complex Tangible Geometries in Virtual Reality with Worn Multi-String Haptics
Autores: Cathy Fang, Yang Zhang, Matthew Dworman, Chris Harrison
Revista: Proceedings of th ACM Conference on Human Factors in Computing Systems
DOI: 10.1145/3313831.3376128






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