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Espaço

Lançamento da missão ExoMars é adiado

Com informações da ESA - 01/10/2015

Lançamento da missão ExoMars é adiado
Impressão artística da ExoMars, uma missão conjunta entre a ESA e a Roscomos.
[Imagem: ESA/ATG]

Janela de lançamento

Um problema descoberto em dois sensores do sistema do módulo de pouso em Marte levou ao adiamento do lançamento da missão ExoMars, inicialmente prevista para janeiro próximo.

Agora o lançamento está previsto para março, o que ainda está dentro da janela de lançamento do início de 2016 - a perda dessa janela poderia significar um atraso de dois anos no lançamento.

A missão ExoMars é uma parceria entre a ESA e a agência espacial russa, Roscosmos. A NASA abandonou o projeto em 2012 para privilegiar o lançamento do telescópio espacial James Webb, ameaçado por problemas de gestão e falta de recursos.

Módulo orbital e módulo de pouso

A ExoMars consiste em módulo robótico de pouso de 600 kg, chamado Schiaparelli, e um módulo orbitador, chamado Trace Gas, que ficará na órbita do Planeta Vermelho em uma missão de cinco anos para estudar os gases atmosféricos potencialmente ligados à atividade biológica e geológica atuais.

O Schiaparelli irá separar-se do orbitador três dias antes de chegarem a Marte, entrando na atmosfera a 21.000 km/h. Depois da aerotravagem na alta atmosfera - também conhecida como freio aerodinâmico - e da fase do pára-quedas, um sistema de propulsão com combustível líquido irá reduzir a velocidade do módulo para menos de 5 km/h a uma altitude de cerca de 2 metros acima da superfície.

Neste momento, o sistema de propulsão será desligado e módulo de aterragem irá cair no chão, sendo o impacto absorvido por uma estrutura adequada de amortecimento.

Serão menos de dez minutos entre a entrada na atmosfera e a aterragem em Marte, em uma região conhecida como Meridiani Planum.

Melhor sem

No entanto, foi encontrado um defeito em dois transdutores montados no sistema de propulsão.

"Foi identificada uma falha no processo de produção dos transdutores e isto leva a suspeitar da ocorrência de uma fuga, o que representa um grande risco para uma aterragem bem-sucedida em Marte," diz Don McCoy, gerente do projeto.

"A ESA decidiu não aceitar esse risco e remover as duas unidades do módulo de aterragem, sendo a consequência decorrente desta medida a impossibilidade de manter o lançamento na data prevista de janeiro de 2016, mas em março, a janela de lançamento de back-up. Estamos satisfeitos por ter identificado o problema a tempo, e estamos agora concentrando os nossos esforços num lançamento em 14 de março," disse McCoy.

Os sensores não fazem parte do sistema necessário à aterragem, mas estariam envolvidos na coleta de dados para o sistema de monitoramento do processo. De forma a que seja possível fazer o lançamento na nova data, foi decidido retirar os sensores, em vez de os substituir.

Um conjunto de sensores científicos no módulo Schiaparelli irá reunir os dados sobre a atmosfera durante a entrada e a descida, e os seus instrumentos irão fazer as medições sobre o ambiente no local de aterragem, reduzindo a perda de informações devido à retirada dos sensores potencialmente defeituosos.

Graças às posições relativas entre a Terra e Marte, a missão irá chegar a Marte em outubro daquele ano, como se o lançamento tivesse sido em janeiro.







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