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Philae está em situação crítica no cometa

Philae está em situação crítica no cometa
Esta foi uma das primeiras fotos enviadas pelo Philae, mostrando a encosta perto da qual ele se encontra. Embaixo é possível ver seu pé sem apoio. [Imagem: ESA]

De lado e na sombra

A ESA promoveu uma entrevista coletiva no início da tarde desta quinta-feira para dar detalhes sobre o conturbado pouso do módulo Philae, que se desprendeu da sonda Rosetta e dirigiu-se rumo ao cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko.

O Philae está com apenas duas pernas no solo e uma flutuando, ou seja, ele não está ancorado.

Além disso, o módulo caiu na encosta de um penhasco, o que significa que ele ficou na sombra, recebendo apenas uma hora e meia de luz do Sol em seu painel solar, para recarregar suas baterias - a expectativa era receber de seis a sete horas de luz por dia.

A carga das baterias tem previsão de duração de 60 horas, sendo difícil estimar o quanto isso poderá ser estendido com a pouca luz disponível, segundo os engenheiros.

Uma das possibilidades que está sendo discutida pela equipe da ESA é flexionar as pernas do Philae para tentar fazer com que ele dê outro salto e caia em um lugar melhor.

As pernas foram projetadas para isso, mas deveriam operar com a ajuda de um foguete no topo do módulo robótico para forçá-lo para baixo; ocorre que esse foguete não funcionou. E ainda não se sabe se a carga das baterias será suficiente para a manobra.

Philae está em situação crítica no cometa
Os instrumentos que fariam perfuração no solo do cometa não poderão funcionar na atual posição do módulo Philae. [Imagem: ESA]

Três "pousos"

Na verdade, o Philae "pousou" três vezes no cometa. No primeiro contato, às 13h33 (horário de Brasília) o módulo bateu no cometa, afundou cerca de quatro centímetros e quicou de volta ao espaço a uma velocidade de 38 cm/s. Os arpões que deveriam fixá-lo no solo não funcionaram.

Os cálculos da telemetria indicam que ele se afastou do cometa quase 1 km, voltando a pousar quase duas horas depois, às 15h26. Ele quicou de novo, mas muito mais lentamente, a cerca de 3 cm/s, voltando a "pousar" seis minutos mais tarde, às 15h33, em um local ainda não identificado. Os engenheiros estão usando a sonda Rosetta para tentar localizá-lo e verificar a possibilidade da manobra de salvação.

Apesar dos contratempos, alguns experimentos científicos no Philae - são 10 ao todo - estão funcionando e enviando dados, o que deverá continuar enquanto as baterias durarem e puderem ser recarregadas pela pouca luz solar disponível no local onde o robô está.





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