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Ministros defendem software nacional para defesa cibernética

Com informações da Agência Brasil - 11/07/2013

Os ministros Celso Amorim (Defesa) e José Elito Siqueira (Gabinete de Segurança Institucional) defenderam hoje a adoção de uma estratégia ampla no esforço de garantir a segurança do sistema cibernético no país.

Amorim ressaltou que é necessário utilizar instrumentos nacionais em busca da proteção, embora reconheça que "Nenhum país poderá ter um escudo completo, nem os Estados Unidos".

"Nossa estratégia terá de envolver elementos de aumento da defesa cibernética utilizando instrumentos nacionais, do contrário, a gente vai ter uma ilusão de proteção", disse Amorim, no Senado.

Para Amorim, os mecanismos de aperfeiçoamento de segurança passam por uma tecnologia inteiramente nacional e também pela formação de profissionais para a área.

Ele disse ainda que é necessário distinguir os processos de defesa "cibernética e criminal", pois envolvem ações distintas e legislação também diferente.

José Elito defendeu a adoção de medidas em nível nacional, mas com enfoque principalmente nas áreas mais estratégicas e sensíveis. "Não podemos prevenir situações extraordinárias", reconheceu. "Não podemos fazer um plano de segurança adequada sem um serviço de inteligência integrado."

Amorim, Elito e o ministro Antônio Patriota (Relações Exteriores) participaram de audiência pública da Comissão de Relações Exteriores do Senado sobre as denúncias de espionagem a cidadãos brasileiros por agências norte-americanas.

Em junho, os EUA admitiram espionar redes sociais e e-mails, "principalmente de cidadãos de outros países".

No início deste ano, um relatório feito por duas empresas de segurança da informação consideraram o Brasil despreparado para enfrentar hackers e outras ameaças via internet.

Pouco depois, o Exército brasileiro anunciou o desenvolvimento de um sistema de prevenção contra ataques cibernéticos.





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