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Materiais Avançados

Telas de diamante e lâmpadas frias possíveis com película de diamante sintético

Raquel do Carmo Santos - 21/01/2008

Telas de diamante e lâmpadas frias possíveis com película de diamante sintético

Um estudo conjunto realizado na Unicamp pelo pesquisador alemão Matthias Roos e pela equipe do professor Vitor Baranauskas está investindo na fabricação de filmes de diamantes microcristalinos como alternativa a emissores de elétrons utilizados hoje em displays de veículos, aviões e microscópios eletrônicos.

Telas de diamante

Entre as vantagens observadas pelos autores da pesquisa, os filmes de diamantes possibilitam estabilidade e alto brilho, independentemente das condições ambientais em que são gerados. Outra vantagem é o menor consumo de energia.

Outros tipos de displays, produzidos a partir do plasma ou cristal líquido (LCD), por exemplo, gastam mais energia e não oferecem a mesma estabilidade do diamante. "Os emissores convencionais, em geral, necessitam de um filamento quente para o seu funcionamento. Nossa proposta é partir da geração de elétrons sem a necessidade de aquecimento do material", explica Roos, que em breve retorna à Alemanha para o trabalho de doutorado na Universidade de Ulm.

Lâmpadas frias

A pesquisa desenvolvida por Roos abre caminho ainda para o desenvolvimento de lâmpadas de emissão de elétrons por campo elétrico, também conhecidas como lâmpadas frias. "Elas consumiriam menos energia e teriam maior durabilidade", destaca o orientador da pesquisa, professor Vitor Baranauskas.

Ele explica que as lâmpadas fluorescentes utilizadas como alternativa ao alto gasto de energia das incandescentes também acabam consumindo muita energia por terem como fonte o mercúrio, além de poluírem o meio ambiente após o descarte.

Filmes de diamantes sintéticos

A grande questão do trabalho desenvolvido por Roos, orientado pelo professor Vitor Baranauskas, foi procurar o melhor emissor de elétrons por campo elétrico. Para isso, utilizou um reator de deposição química para que ocorressem reações de quebra do hidrogênio e do álcool etílico, utilizado como fonte de carbono, para sintetizar os filmes de diamante. Em seguida, projetou uma câmara de ultra alto vácuo para as medições de emissão de elétrons.

Além da pesquisa desenvolvida por Roos, o doutorando Márcio Augusto Sampaio Pinto trabalha no sentido de desenvolver os filmes de diamantes nanocristalinos.







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