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Astrônomos confirmam teoria sobre crescimento das galáxias

Astrônomos confirmam teoria sobre formação das galáxias
A galáxia suga gás frio (em laranja) do meio circundante. Os movimentos do gás e a sua composição concordam com perfeição com as teorias de acreção de gás frio como modo de alimentar a formação estelar e permitir o crescimento das galáxias.[Imagem: ESO/L. Calçada/ESA/AOES Medialab]

Como as galáxias crescem

Astrônomos descobriram uma galáxia distante absorvendo o gás ao seu redor.

As observações mostram o gás caindo em direção à galáxia, o que cria um fluxo que alimenta a formação estelar, ao mesmo tempo que impulsiona a rotação da galáxia.

Este é melhor indício observacional direto já feito para dar suporte à teoria de que as galáxias crescem atraindo e absorvendo material do espaço intergaláctico, que será usado na formação de novas estrelas.

À medida que formam novas estrelas, as galáxias esgotam rapidamente o seu reservatório de gás. Assim, para crescer, elas têm que, de alguma maneira, se reabastecer de forma contínua com gás novo para poderem continuar produzindo estrelas.

Apesar de a teoria ser antiga, este processo tem-se revelado muito difícil de ser observado diretamente.

Nesta nova observação, o telescópio VLT, do Observatório Europeu Austral (ESO), foi utilizado para estudar um alinhamento muito raro entre uma galáxia longínqua e um quasar ainda mais distante - o centro extremamente brilhante de uma galáxia alimentado por um buraco negro de elevada massa.

A radiação emitida pelo quasar passa através da matéria que circunda a galáxia, antes de chegar à Terra, o que permite explorar em detalhe as propriedades deste material.

Estes novos resultados dão a melhor visão até hoje de uma galáxia em plena absorção do material que a permite crescer.

Quando a luz do quasar passa através das nuvens de gás alguns dos comprimentos de onda são absorvidos. O modo como estas impressões digitais estão dispostas fornece aos astrônomos informação acerca dos movimentos e da composição química do gás. Sem o quasar no fundo não se conseguiria ter obtido tanta informação - as nuvens de gás não brilham e por isso não são visíveis em imagens diretas.





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