Robótica

Mão biônica passa da ficção para a realidade

Mão biônica passa da ficção para a realidade

Um grupo de pesquisadores europeus apresentou sua mão robótica, um conjunto de sistema sensorial e réplica biomecânica da mão humana. Eles esperam poder conectá-la diretamente ao sistema nervoso, dando a pacientes amputados uma sensação ativa e quase real.

No estágio atual, o projeto CyberHand ("mão cibernética") permite que os dados sensoriais coletados pela mão biônica atinjam o cérebro e que instruções vindas do cérebro controlem parcialmente a mão.

A nova mão biônica possui 16 graus de liberdade, acionados por apenas seis motores minúsculos. Cada um dos dedos é articulado e tem um motor dedicado ao flexionamento de suas juntas, o que permite o movimento autônomo de cada um deles. O polegar, por sua vez, reproduz com exatidão a posição oposta do polegar humano, permitindo que a mão biônica tenha as mesmas possibilidades de pegar e segurar que a mão humana.

Cada motor controla todas as juntas de um dedo, por meio de um cabo de aço - um desenho inspirado nos tendões humanos. Isto permite que a mão robótica tenha mais graus de liberdade (juntas) do que graus de movimento (motores).

"Esta é uma característica fundamental da prótese CyberHand, porque somente um número limitado de sinais de controles estão disponíveis para o controle voluntário do usuário," explica a Dra. Lucia Beccai, gerente do projeto que reúne pesquisadores da Alemanha, Itália, Espanha e Dinamarca. A mão biônica possui ainda sensores para tensão, força, ângulo das juntas, fim de curso e contato.

Apesar do avançado grau de desenvolvimento que a mão biônica já atingiu, os pesquisadores afirmam que deverá levar ainda entre cinco e oito anos para que ela chegue ao mercado. No momento, eles estão tratando dos aspectos legais e éticos para que ela possa ser testada em pacientes humanos voluntários.





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