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Brasil terá banco para armazenar material biológico

Banco biológico

O Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial) deu início hoje às obras do Centro Brasileiro de Material Biológico (CBMB), no Campus de Xerém, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

O grande objetivo do banco biológico será armazenar microrganismos (bactérias, fungos filamentosos e leveduras), além de células animais, para orientar a indústria farmacêutica na fabricação de remédios e ajudar nas pesquisas científicas.

Orçado em R$ 11,5 milhões, o banco deverá receber também coleções de referência de outras instituições do país e estrangeiras.

"Para ninguém [pesquisadores] querer reinventar a roda, é importante um complexo com esse material disponível. Um lugar confiável e seguro no qual é sabido que o material não será desencaminhado. É uma infraestrutura para todo o desenvolvimento biotecnológico brasileiro", disse o presidente do Inmetro, João Jornada.

Patentes de microrganismos

Em parceria com o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi), o complexo também servirá para armazenar patentes de microrganismos produzidos no país, facilitando o registro de propriedade, poupando tempo e dinheiro dos pesquisadores.

Atualmente, o armazenamento de amostras desses microrganismos para registro de patente é feito fora do país, geralmente em bancos na Alemanha ou nos Estados Unidos. Com a criação do depósito do Inmetro, também será possível guardar material para backup, destacou Jornada.

"Toda vez que se desenvolve algum tipo de microrganismo, esse material pode dar origem a patente. Até hoje, ele era depositado em instituições fora do Brasil, enfrentando uma série de complicações alfandegárias e de segurança", afirmou o presidente do Inpi, Jorge Ávila.





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