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SBPC: Brasil monitora asteroides com risco de impacto na Terra

O Observatório Nacional está integrando o Brasil aos programas internacionais de busca e rastreamento de asteroides e cometas em risco de colisão com a Terra.

O projeto IMPACTON (Iniciativa de Mapeamento e Pesquisa de Asteroides nas Cercanias da Terra no Observatório Nacional) foi apresentando na ExpoT&C, uma mostra de ciência, tecnologia e inovação realizada durante a Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).

Por meio do telescópio instalado no Observatório Astronômico do Sertão de Itaparica (Oasi), pesquisadores do ON estão estudando as propriedades físicas de objetos em órbita próxima da Terra.

Construído no município de Itacuruba, interior de Pernambuco, a cerca de 450 quilômetros de Recife, o Oasi está em operação desde 2011, e proporciona o desenvolvimento das pesquisas sobre objetos recentemente descobertos.

A pesquisadora Daniela Lazzaro, coordenadora do projeto, explica que existem no mundo diversos observatórios buscando novos asteroides, mas o Impacton não tem este propósito.

Seu objetivo é acompanhar objetos já descobertos, uma pesquisa essencial para avaliar os riscos que oferecem ao nosso planeta.

Para isso, são estudadas propriedades como o período de rotação, a direção do seu eixo de rotação, a forma e a composição dos asteroides, o que permite conhecer melhor a população desses objetos.

Projetos estruturantes

O Impacton é um dos quatro projetos fundamentais do Observatório Nacional.

O Astrosoft, outro deles, foi criado para dar suporte à participação brasileira nos projetos Dark Energy Survey (DES), que usa uma supercâmera para entender a expansão do Universo e tentar rastrear a matéria escura, e Sloan Digital Sky Survey 3 (SDSS-3), responsável pela maior imagem já feita do Universo.

O projeto Pau-Brasil, por sua vez, representa o ON na colaboração internacional Brasil-Espanha para desenvolvimento do Javalambre Physics of the Accelerating Universe Astrophysical Survey (J-PAS), que construirá um preciso mapa tridimensional do universo, focado no estudo da expansão acelerada do universo e na natureza da energia escura.

Finalmente, a Rede Brasileira de Observatórios e Padrões (Rebog) recolhe dados geofísicos de caráter regional e obtidos de forma contínua.





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