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Descoberta a estrela mais primitiva já vista

Redação do Site Inovação Tecnológica - 09/04/2026

Descoberta a estrela mais primitiva já vista
A primeira geração de estrelas se formou a partir de hidrogênio e hélio puros, mas elas não existem mais. Esta é como um fóssil que pode nos dizer algo a respeito dessa população desaparecida.
[Imagem: Alexander P. Ji et al. - 10.1038/s41550-026-02816-7]

Estrela primitiva

Nos arredores da Via Láctea, perto de uma galáxia satélite chamada Grande Nuvem de Magalhães, astrônomos descobriram a estrela quimicamente mais primitiva já encontrada.

Composta principalmente de hidrogênio e hélio e contendo menos de 0,005% dos metais presentes no Sol, a estrela SDSS J0715-7334 tem a composição química mais parecida vista até hoje com a das primeiras estrelas que se formaram no Universo.

Mesmo que esta estrela inusitada não tenha uma composição primordial em si, ela é a que mais se aproxima disso.

Assim, estudar essa estrela de baixa massa e extremamente pobre em metais pode ajudar a esclarecer as teorias sobre a primeira geração de estrelas, chamadas de estrelas da População III, que não podem ser observadas diretamente.

"Nenhuma estrela da População III jamais foi observada, seja porque eram massivas, tinham uma vida curta e morriam jovens, seja porque as estrelas da População III de menor massa que poderiam persistir até os dias atuais são extremamente raras. De qualquer forma, as propriedades dessa primeira geração estelar estão entre as incógnitas mais importantes da astrofísica moderna," disse o professor Kevin Schlaufman, da Universidade Johns Hopkins, nos EUA.

Os astrônomos acreditam que a SDSS J0715-7334 se formou a partir de uma nuvem de gás que teria interagido com o material ejetado por uma supernova muito especial, a explosão final de uma estrela de População III. Se este for mesmo o caso, os astrônomos podem usar as proporções dos elementos químicos presentes na SDSS J0715-7334 para retroceder no tempo e explorar a massa dessa estrela original da População III e a energia de sua explosão em uma supernova.

Bibliografia:

Artigo: A nearly pristine star from the Large Magellanic Cloud
Autores: Alexander P. Ji, Vedant Chandra, Selenna Mejias-Torres, Zhongyuan Zhang, Philipp Eitner, Kevin C. Schlaufman, Hillary Diane Andales, Ha Do, Natalie M. Orrantia, Rithika Tudmilla, Pierre N. Thibodeaux, Keivan G. Stassun, Madeline Howell, Jamie Tayar, Maria Bergemann, Andrew R. Casey, Jennifer A. Johnson, Joleen K. Carlberg, William Cerny, José G. Fernández-Trincado, Keith Hawkins, Juna A. Kollmeier, Chervin F. P. Laporte, Guilherme Limberg, Tadafumi Matsuno, Szabolcs Mészáros, Sean Morrison, David L. Nidever, Guy S. Stringfellow, Donald P. Schneider, Riley Thai
Revista: Nature Astronomy
DOI: 10.1038/s41550-026-02816-7
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