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Avanços em radiação síncrotron serão discutidos em Campinas

Dezenove pesquisadores brasileiros e 64 de outros 24 países estarão reunidos no Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), em Campinas (SP), de 17 a 25 de janeiro, para conhecer os mais recentes avanços na utilização de radiação síncrotron e suas aplicações em investigações científicas.

Fonte de luz síncrotron

"Uma fonte de luz síncrotron é um equipamento que permite a realização de sofisticados estudos sobre diversos tipos de materiais, tendo, portanto, aplicação em uma vasta gama de áreas de pesquisa. O LNLS tem uma posição regional singular, sendo um importante pólo científico não somente para o Brasil, mas para todos os países latino-americanos", disse Antonio José Roque, diretor do LNLS.

O evento "Novos desenvolvimentos no campo da radiação síncrotron" é patrocinado pela Fapesp e ocorre dentro da série de encontros chamada Escola São Paulo de Ciência Avançada.

Avanços em radiação síncrotron serão discutidos em Campinas
O Laboratório Nacional de Luz Síncroton colabora inclusive com estudos que buscam vida fora da Terra. [Imagem: NASA]

Entre os professores convidados que participarão do evento estão dois ganhadores do Prêmio Nobel: Ada Yonath (Instituto de Ciência Weizmann, Israel), Química em 2009, e Albert Fert (Unidade Mista de Física, Conselho Nacional de Pesquisa Científica, França), Física em 2007.

"Como o LNLS está iniciando a construção de uma nova fonte de luz síncrotron, de terceira geração, o programa ESPCA permitiu que realizássemos um evento para discutir as pesquisas de fronteira que podem ser realizadas com máquinas desse tipo. Isso é muito importante para apresentarmos a esses jovens, do Brasil e do exterior, as oportunidades de pesquisa no LNLS, tanto com a fonte atual como com a futura fonte", disse Roque.

Participantes selecionados

Os participantes foram selecionados entre 272 candidatos de 41 países que apresentaram seus currículos e projetos de pesquisa, com endosso do orientador. Os 19 brasileiros selecionados são alunos de doutorado e pós-doutorado das universidades estaduais de São Paulo - USP, Unicamp e Unesp - e das federais de Minas Gerais (UFMG), Rio Grande do Sul (UFRGS), Goiás (UFGO), entre outros.

É significativa a presença de alunos latino-americanos: 17 da Argentina, três do México, três do Chile, dois da Venezuela e um de Cuba. Essa participação se justifica: o LNLS opera a única fonte de luz síncrotron da América Latina e conta com um número grande de usuários desses países.

Avanços em radiação síncrotron serão discutidos em Campinas
Um grupo internacional de cientistas construiu um equipamento que cabe em cima de uma mesa e que é capaz de produzir luz síncrotron tão intensa quanto os maiores aceleradores do mundo - veja "Professor, eu encolhi o síncrotron". [Imagem: Kneip et al./Nature Physics]

Os argentinos, por exemplo, são responsáveis por cerca de 70% das propostas anualmente apresentadas por pesquisadores estrangeiros no laboratório.

Os candidatos, em sua maioria com idade entre 23 e 30 anos - foram selecionados entre os inscritos na ESPCA. Eles participarão de aulas sobre biologia estrutural, imageamento em 3D, catálise, magnetismo e supercondutividade, nanociências e meio ambiente.

Também merece destaque a participação de alunos de universidades e institutos de pesquisas norte-americanos, espanhóis, alemães e suíços. E chama a atenção a forte presença de alunos de países do Leste e Sudeste Europeu - Rússia, Ucrânia e Turquia -, Ásia e África.

Entre os alunos asiáticos, três são da Academia Chinesa de Ciências, três de Taiwan - das universidades Chiao Tung e Taiwan e do National Synchrotron Radiation Research Center (NSRRC) - e um do Centro de Pesquisas Atômicas de Mumbai, na Índia.

A África estará representada por três alunos das universidades de Witwatersand, de Johannesburg, e de Pretoria, e por um estudante da Ambrose Alli, da Nigéria.

Mais informações sobre a ESPCA podem ser encontrados no endereço http://espca.lnls.br.





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