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Segundo laboratório espacial da China é lançado

China lança segundo laboratório espacial
Laboratório espacial Tiangong 2, ainda em fase de montagem. A conformação final conta ainda com o braço robótico externo e os painéis solares. [Imagem: Xinhua]

Palácios celestiais

A China lançou com sucesso seu segundo laboratório espacial experimental.

Com 10,4 metros de comprimento e pesando 8 toneladas, o Tiangong 2 (Palácio Celestial 2) é o passo final rumo à construção de uma estação espacial chinesa definitiva, que deverá começar por volta de 2020.

O esforço começou em 2011, com o lançamento do Tiangong 1. O segundo passo foi dado no mesmo ano, com a acoplagem automática de uma nave não-tripulada ao laboratório. Em 2012, o laboratório Tiangong 1 foi visitado pela primeira vez por astronautas chineses, demonstrando a capacidade definitiva de viagens a uma nave em órbita.

A agência espacial chinesa perdeu contato com o Tiangong 1 no início deste ano, e ele agora está caindo lentamente, devendo reentrar na atmosfera no ano que vem.

Passo a passo

O laboratório Tiangong 2, já orbitando a Terra a uma altitude de 390 km, deverá receber sua primeira missão tripulada já no mês de Novembro, quando dois astronautas deverão passar um mês em órbita realizando experimentos científicos.

Uma missão automática não-tripulada, feita por uma nave cargueira, deverá levar suprimentos e combustíveis e retirar lixo em Abril de 2017, fechando o ciclo de funcionamento similar ao da Estação Espacial Internacional.

Outra similaridade e outro teste importante para a futura estação espacial chinesa é o braço robótico que equipa o Tiangong 2. Com 10 metros de comprimento, o robô será responsável por fazer a manutenção externa da nave, movimentar equipamentos e experimentos científicos e dar apoio aos astronautas durante as planejadas caminhadas espaciais.

A vida útil prevista do Tiangong 2 é de dois anos.

Cooperação

O laboratório Tiangong 2 vem demonstrar também que a China não pretende continuar isolada em sua exploração espacial.

Um dos instrumentos a bordo, chamado POLAR, foi construído com apoio da Agência Espacial Europeia (ESA) por pesquisadores da Suíça, Polônia e China.

Trata-se de um observatório de explosões estelares, conhecidas como explosões de raios gama, ou GRB (gamma ray bursts). A expectativa é que o instrumento possa captar até 10 GRBs por ano, ajudando a esclarecer o mecanismo destas que parecem ser as mais fortes explosões cósmicas.

Outro destaque científico da missão é um relógio atômico, este totalmente chinês, que será testado em conjunto com um experimento de transmissão quântica de dados.





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