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Telescópio SOAR promete imagens mais nítidas que as do Hubble

Redação do Site Inovação Tecnológica - 29/03/2004

Telescópio SOAR promete imagens mais nítidas que as do Hubble
O SOAR promete obtenção de dados de qualidade máxima em terra, principalmente no infravermelho, o que deverá proporcionar imagens melhores que as do telescópio espacial Hubble.
[Imagem: LNA]

Melhor telescópio terrestre

O telescópio SOAR (Southern Astrophysical Research Telescope), com 4,2m de diâmetro e que está sendo instalado no Cerro Pachon, nos Andes Chilenos, já tem data de inauguração: 17 de abril.

O SOAR promete obtenção de dados de qualidade máxima em terra, principalmente no infravermelho, o que deverá proporcionar imagens melhores que as do telescópio Hubble.

Em construção há cinco anos, o projeto está sendo executado por um consórcio internacional entre o Brasil e três instituições dos EUA: o National Optical Astronomy Observatories, a Universidade da Carolina do Norte e Universidade Estadual de Michigan. O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), órgão do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), é a instituição que representa o país no consórcio.

Salto quântico

O Laboratório Nacional de Astrofísica (LNA), localizado em Itajubá (MG), e que também integra a estrutura do MCT, é a instituição responsável pela Secretaria Nacional do projeto SOAR.

Segundo seu diretor, Albert Bruch, o novo telescópio permitirá "um salto quântico na quantidade e qualidade das observações feitas pelo Brasil".

É que a maior parte da observação do céu pela comunidade científica brasileira vem sendo feita no telescópio localizado no Pico dos Dias (MG), que tem 1,6m de diâmetro e já comemorou 24 aniversários.

Dos telescópios de última geração, o Brasil só tem acesso ao GEMINI (consórcio internacional com telescópios no Chile e no Havaí), reduzido em função da pequena cota de participação brasileira no projeto, de apenas 2,5%. "Nunca conseguimos mais que 3 ou 4 noites de observação", disse Bruch.

Evolução cósmica

A expectativa é que o SOAR ajude a desvendar algumas questões sobre a formação e a evolução das galáxias, tais como as relacionadas à energia e à matéria escuras, ainda pouco compreendidas pelos cientistas.

O SOAR, além de sua tecnologia óptica de última geração, foi construído no Chile por ser a região do planeta que reúne as melhores condições meteorológicas para observação.

Apesar do Chile já abrigar 10 telescópios de última geração (o SOAR será o 11º) e ter direito a 10% do tempo de observação em cada um deles, o Brasil é o país que lidera as pesquisas astrofísicas na América Latina. Essa posição é creditada à quantidade (cerca de 300) e à qualidade dos nossos doutores especializados na área.

Consórcio internacional

Dos custos de construção, 42,85% ficaram para o Brasil e 57,15% para os norte-americanos. Os gastos com manutenção e operações serão cobertos pelo Brasil (18%) e pelo NOAO (82%) por um período de cerca de 20 anos. Juntos, os brasileiros e os norte-americanos levantaram US$ 28 milhões.

A divisão de tempo de telescópio é de aproximadamente 31% para o Brasil, 30% para o NOAO (observatório americano), 12.5% para a Universidade Estadual e Michigan e 16.5% para a Universidade de Carolina do Norte. O Chile possui sempre 10% do tempo de qualquer telescópio estrangeiro instalado em seu território.






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